Web Radio Gospel Da Covilha - ((( Portugal))) Sua Amiga De Todos As Horas

Sobremesa

Doce de Maçã e Canela



Ingredientes:

- 2 maçãs cortadas em cubinhos
- 100g de açúcar amarelo
- 3 ovos
- 200 ml de leite
- 1 colher de chá rasa de canela em pó
Preparação:

Numa tigela, misture a maçã com metade do açúcar e a canela em pó.
Numa tigela, coloque o restante açúcar, os ovos e o leite.

Bata durante 1 minuto. Divida a maçã por tacinhas próprias para ir ao forno.
Por fim, cubra a maçã com o líquido. Leve ao forno pré-aquecido nos 190º e deixe cozer aproximadamente 15 minutos.

Depois da sobremesa cozida e loirinha, retire. Sirva a sobremesa quente ou fria.
Se quiser, pode acompanhar com uma bola de gelado de nata.

Pudim de Leite sem Ovos

Ingredientes:
- 1 lata de Leite Condensado
- 400 ml de Leite
- 5 colheres de Sopa de Maizena
- 3 colheres de Sopa de Açúcar
- Caramelo q.b.
- Baunilha a gosto
Preparação:
No liquidificador, misture o leite condensado, a maizena, o leite, o açúcar e as gotas de baunilha e bata até ficar homogéneo
Caramelize a forma e coloque lá o preparado.
Feche a forma ou cubra com papel de alumínio e leve ao forno em banho-maria por cerca de 1 hora a 180ºC.

Deixe esfriar um pouco e desenforme.

Mousse de Chocolate com Laranja

  • 6 ovos
  • 40g de açúcar fino
  • 1 colher (sobremesa) de café solúvel
  • 3 colheres (sopa) de licor de laranja
  • 300g de chocolate meio amargo
  • 50g de manteiga
  • 300g de natas de bater
  • 2 laranjas
  • chocolate branco para decorar


Bata muito bem os ovos com o açúcar até obter uma gemada firme.
Reserve.
Deite esta mistura no copo da batedeira e bata bem.
Junte as natas previamente batidas em chantili e aro­matize com a raspa das laranjas.
Deite a musse em recipientes individuais e guarde no frigorífico durante pelo menos 3 horas.
Decore com raspas largas de chocolate branco antes de servir.

Nota: Lave cuidadosamente as laranjas antes de raspar a casca, utilizando só a parte colorida.

Doce de Pêssego


  • 2 pudins de morango de compra;
  • 6 colheres de sopa de açúcar;
  • 1l de leite;
  • 1 lata de pêssego em calda;
  • 3dl de natas frias;
  • 50g de açúcar;
  • Bolachas-Maria moídas para polvilhar;

Preparação:

Comece por misturar os pudins com o açúcar e o leite, com a ajuda de uma vara de arames.
Leve ao lume, mexendo sempre, até ferver por dois minutos, retire, verta num pírex e deixe arrefecer bem.
Corte o pêssego em pedaços pequenos, reservando um pedaço para a decoração, e disponha-os sobre o pudim.
Bata as natas com o açúcar até ficarem bem firmes.
Transfira-as para um saco de pasteleiro, munido de boquilha frisada, cubra os pedaços de pêssego e leve o pírex ao frio até servir.

Polvilhe toda a superfície com bolachas moídas, no centro, coloque o restante pêssego e sirva de seguida.

Pudim de Chocolate com Bolacha Maria e Natas


  • 2 embalagens de pudim instantâneo de chocolate
  • 2 pacote de natas para bater
  • 2 colheres (sopa) de açúcar
  • 1 embalagem de bolacha-maria torrada

Prepare o pudim instantâneo, seguindo as indicações da embalagem.
Divida-o por tigelas e reserve-as no frigorífico durante alguns minutos.
Bata as natas, junte-lhes o açúcar e bata mais um pouco.
Triture as bolachas e polvilhe o pudim, reservando algumas para a decoração.
Com a ajuda de um saco de pasteleiro, cubra os pudins com as natas batidas.
Polvilhe com a restante bolacha ou com chocolate ralado, sirva fresco.

Semi-frio de Pêssego


  • 10 metades de pêssego em calda
  • 300 ml de natas
  • 250 gramas de açúcar
  • 5 folhas de gelatina incolor
  • 3 gemas
  • 2 ovos


Num recipiente com um pouco de água fria demolhe as gelatinas.
Forre um forma de bolo inglês com película aderente ou papel vegetal.
Num tachinho misture as gemas com os ovos 100 ml de natas e o açúcar, misture bem e leve a engrossar em banho-maria durante 5 minutos.
Retire do lume e reserve uma chávena do preparado, ao restante junte as folhas de gelatina e mexa muito bem para que se diluam e misturem totalmente.
Passe no liquidificador 8 metades de pêssego e junte ao preparado anterior.
Bata os 200 ml de natas em chantilly e junte ao creme envolvendo bem.
Verta então o creme na forma e leve ao congelador algumas horas até solidificar.
Entretanto coloque a chávena de creme reservado no frigorífico.
Quando o semifrio estiver sólido retire-o da forma barre-o com o creme reservado e decore com pedaços de pêssego.


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Pudim de Requeijão com Nozes


  • 400 g de requeijão
  • 500 g de açúcar
  • 12 gemas
  • 2 claras
  • 1 pitada de canela moída
  • 175 g de nozes
  • manteiga


Numa tigela, bata o requeijão, junte o açúcar e misture bem.
Adicione as gemas, uma a uma, e as claras. Bata novamente, junte a canela e misture as nozes picadas.
Deite o preparado numa forma untada de manteiga e leve ao forno, a 160ºC, 30 minutos.
Deixe arrefecer um pouco e desenforme sobre um prato de servir.
Se quiser, decore com algumas nozes.
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Mousse de Limão


  • 1 lata de leite condensado
  • 3 iogurtes naturais
  • sumo de 2 limões
  • raspa da casca de 1 limão


Numa taça, misturar muito bem os iogurtes com o leite condensado.
Juntar a raspa e o sumo do limão e envolver, até a mistura estar homogénea.
Levar ao frio até ao momento de servir.

Mousse de Doce de Leite


Mousse de Doce de Leite

Bater as gemas até ficarem em creme e juntá-las ao doce de leite. Levar a lume brando, mexendo sempre. Bater as claras em castelo, bem firmes e delicadamente envolvê-las no preparado anterior, assim que este tenha arrefecido. Misturar muito bem.

Mousse Enformada de Ananás


  • 1 lata grande de ananás
  • 500 g de açúcar
  • 12 ovos
  • 8 folhas de gelatina
  • 1 dl de água

Mousse Enformada de Ananás

Deite o açúcar para um tacho, junte a água, leve ao lume e deixe ferver durante 10 minutos. Entretanto, escorra o ananás, reduza-o a puré, junte ao tacho do açúcar e deixe ferver mais 10 minutos. Retire do lume e deixe arrefecer.
Coloque a gelatina a demolhar em água fria. Separe as gemas das claras, junte as gemas à mistura do ananás e leve de novo ao lume, mexendo sempre até começar a ferver. Retire do lume, junte a gelatina escorrida e mexa bem até ficar bem dissolvida. Deixe arrefecer.
Bata as claras em castelo, adicione-as também à mistura, mexa delicadamente, deite para uma forma previamente passada por água fria e leve ao frio até solidificar. Antes de servir, mergulhe rapidamente a forma em água quente, desenforme e sirva. Pode decorar com chantilly e pedaços de ananás.

Ananás Gelatinado


6 ovos
6 colheres de açúcar
1 lata de leite condensado
1 lata de ananás em calda
5 folhas de gelatina
Corte as rodelas de ananás em pedacinhos e coloque-as num tachinho; cubra com calda de ananás e 3 colheres de açúcar e leve ao lume a ferver.
À parte, bata o restante açúcar com as gemas e junte-lhes depois o ananás fervido, mexendo bem. Adicione as folhas de gelatina, previamente demolhadas em água e bata bem. Junte em seguida o leite condensado e, por fim, as claras batidas em castelo.
Leve ao frigorífico.

  • 6 ovos
  • 6 colheres de açúcar
  • 1 lata de leite condensado
  • 1 lata de ananás em calda
  • 5 folhas de gelatina

Ananás Gelatinado

Corte as rodelas de ananás em pedacinhos e coloque-as num tachinho; cubra com calda de ananás e 3 colheres de açúcar e leve ao lume a ferver.
À parte, bata o restante açúcar com as gemas e junte-lhes depois o ananás fervido, mexendo bem. Adicione as folhas de gelatina, previamente demolhadas em água e bata bem. Junte em seguida o leite condensado e, por fim, as claras batidas em castelo.

Leve ao frigorífico.

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Bavarois de Ananás (2)


  • 1 lata (600 g) de ananás
  • 400 g de açúcar
  • 35 g de gelatina granulada
  • 2 dl de água fria
  • 7,5 dl de natas geladas
  • Óleo para untar a forma
Demolhe a gelatina na água.
Abra a lata de ananás e escorra-o, reservando a calda.
Corte metade do ananás em pedacinhos e bata o restante no triturador.
Misture o açúcar com a calda e o ananás triturado e junte depois a gelatina com a água; leve ao lume só para derreter a gelatina. Adicione então os pedacinhos de ananás e leve ao frigorífico.
Quando estiver um pouco consistente, envolva levemente nas natas previamente batidas.
Unte com um pouco de óleo uma forma e depois vire-a sobre papel absorvente para lhe tirar o excesso de gordura. Deite nela o preparado e leve ao frigorífico até prender.
Desenforme colocando a forma alguns segundos em água quente.
Decore com ananás.

Bavarois de Ananás (2)


  • 1 embalagem de gelatina de ananás
  • 2 colheres (sopa) bem cheias de maisena
  • 0,5 l de leite, morno
  • 6 colheres (sopa) de açúcar
  • 5 ovos
  • 1 lata (pequena) de ananás
  • Caramelo para forrar a forma
Num tacho, misture a maisena com o leite. Bata as gemas com o açúcar e junte ao leite. Leve ao lume até engrossar, depois retire, adicione a gelatina, mexa bem até diluir e deixe arrefecer. Bata as claras em castelo e junte-as ao preparado.
Barre uma forma redonda com o caramelo, no fundo e à volta, disponha a gosto rodelas de ananás e deite dentro o creme, leve ao frigorífico cerca de 24 horas e desenforme na hora de servir.

Doce de Bolacha com Creme Moka


Ingredientes:
  • 300 g de bolacha Maria
  • 2,5 dl de café com leite um pouco adoçado

Para o creme Moka:
  • 150 g de açúcar em pó
  • 250 g de manteiga sem sal
  • 1 colher de chocolate em pó (opcional)
  • 1 colher (café) cheia de café instantâneo
  • 2 ovos
Para a cobertura:
  • 1 pacote de natas (opcional)
  • Açúcar q.b.
  • Coco ralado q.b.
  • Chocolate em pó q.b.
Preparação:
Para o creme Moka: Amassar muito bem a manteiga com o açúcar em pó, assim que esteja amolecido e possa ser trabalhado, juntar os ovos um a um, batendo sempre com a batedeira. Misturar depois o café instantâneo, o chocolate e mexer muito bem. Se o creme talhar aquecer ligeiramente e bater muito bem com a vara de arames.

Montagem do bolo:

Escolher o prato / travessa para a montagem do bolo; noutro prato colocar o café com leite e passar as bolachas uma a uma pelo café com leite e dispo-las em camadas no prato escolhido para o bolo. Barrar a superfície com o creme Moka, alise bem e coloque outra camada de bolachas passadas por café com leite e assim sucessivamente até acabarem as bolachas, sendo a última camada de creme. Colocar as camadas das bolachas de forma desenquadrada, para cobrir todos os intervalos.
Cobrir com as natas batidas com açúcar, polvilhar com coco ralado e chocolate em pó.
Deixar no frigorifico, cerca de duas horas antes de servir.


BOLO PUDIM DE CITRINOS


  • 90g de manteiga derretida e morna
  • 1 + ½ Chávena de açúcar branco fino (caster)
  • 1 + ½ Chávena de leite
  • 3 Ovos
  • ½ Chávena de sumo de limão
  • ½ Chávena de farinha
  • 1 c chá de fermento
  • 1 c sopa de casca de laranja ralada muito fina
  • Açúcar em pó para servir

Unte 8 ramequins, e pré aqueça o forno a 180º.
Peneire a farinha com o fermento para uma tigela, junte o açúcar e misture.
Abre uma cova ao meio e deite os ovos, o leite, o sumo de limão, a manteiga e a casca de laranja, com uma vara de arames, desfaça os ovos e comece a envolver tudo numa massa ligeira começando de dentro para fora.
Pode fazer tudo junto directamente no processador de alimentos ou num copo de batidos.
Deite o preparado nos ramequins e leve ao forno durante + ou – 40 a 45 minutos, ou até dourar por cima.
Retire, deixe amornar e polvilhe com açúcar em pó.
Notas:
Pode fazer o bolo pudim num recipiente grande, por exemplo, num pirex.
Nesse caso aumente o tempo de cozedura para 1 hora.


DELÍCIA DE NATAS E OVOS MOLES


  • 1 pacote de natas
  • 1 iogurte natural
  • 1/4 pacote de bolacha Maria
  • 1/2 chávena de nozes
  • 1/2 chávena de ovos moles
Bata as natas até que fiquem com textura de chantilly e envolva o iogurte natural.
Pique as bolachas juntamente com as nozes e reserve.
Num recipiente de vidro disponha camadas alternadas de ovos moles, natas, bolachas, natas, bolacha e, por fim, ovos moles. Sirva bem fresco.

SEMIFRIO DE MORANGO


  • 500 gramas de morangos
  • 1 torta das grandes de morango
  • 1 pacote de natas magro
  • 1 caixa de creme de queijo mascarpone magro
  • 6 folhas de gelatina
  • 100 gramas de açúcar
Corte a torta em fatias finas. Com um aro de uma forma ponha em cima de um prato de serviço e forre o fundo do aro com as fatias da torta e prossiga também, forando os lados do aro. Ponha as folhas de gelatina de molho em água fria. Arranje os morangos tirando-lhe o pé, deixe dois para decorar, lavando-os de seguida e corte-os em pedaços para dentro da taça da batedeira. Junte o queijo-creme, as natas bem geladas o açúcar, e vá batendo. Esprema a gelatina e ponha-a numa tigela com um pouquinho de água e leve ao microondas até amornar. Retire e junte ao resto do preparado, batendo muito bem até estar tudo muito bem envolvido. Deite o preparado de morango por cima das fatias da torta, deixando as extremidades das fatias a ver. Coloque no frigorífico até estar bem gelado e solidificar, enfeite a gosto.

Semi-Frio de Bolacha


Ingredientes da Base
  • 2 Ovos
  • 50 Grs de Açúcar
  • 50 Grs de Farinha
  • Manteiga e Farinha QB.

Preparação
Bata os ovos com açúcar até obter uma massa fofa e esbranquiçada.
Junte a farinha e bata novamente.
Deite o preparado numa forma de fundo amovível untada com manteiga e polvilhada com farinha e leve a cozer em forno médio.
Retire do forno, desenforme e deixe arrefecer.
Volte a colocar o bolo na forma.

SemiFrio de Bolacha

Recheio
  • 4 dl de natas
  • 1 Lata de leite condensado
  • 6 Folhas de gelatina branca
  • 1 Pacote de bolacha Maria
  • Café Q.B.

Preparação
Demolhe as folhas de gelatina em água fria.
Bata as natas até ficarem firmes e junte o leite condensado.
Dissolva as folhas de gelatina, demolhadas e escorridas numa colher (sopa) de água bem quente e junte ao preparado anterior, misturando bem.
Molhe as bolachas no café a vá dispondo sobre a base do bolo, alternadamente com o creme e as bolachas.
A última camada deve ser de creme. Leve ao frio até ficar consistente.
Decore por fim com doce de ovos e polvilhe com amêndoa ralada.


Semifrio de Coco e Leite Condensado


Massa:
  • 2 pacotes de coco ralado (200g)
  • 1 clara
  • 4 colheres (sopa) de açúcar
  • 3 colheres (sopa) de água
Recheio:
  • 1 lata de leite de coco (200ml),
  • 1 lata de leite condensado,
  • 100g de coco ralado
  • 1 envelope de gelatina sem sabor e incolor
  • 500 ml de natas


Para decorar:

Leite condensado a gosto, raspas de chocolate de leite.
Numa tigela misture o coco ralado, a clara, o açúcar e a água. Forre o fundo e as laterais de uma forma com fundo removível, untada com margarina. Pressione bem com os dedos. Leve ao forno pré-aquecido a 200ºC até dourar. Deixe arrefecer.

Recheio:

No liquidificador, bata o leite de coco, o leite condensado e o coco ralado. Misture a gelatina dissolvida de acordo com as instruções da embalagem e as natas. Despeje sobre a massa e leve ao frigorífico até ficar firme.
Regue com leite condensado e decore com raspas de chocolate.

Doces Conventuais (Introdução)


Doces Conventuais (Portugal)

Sobre o que se diz sobre doces portugueses com nomes de santos e anjos, e não só, são denominados “Doces Conventuais”, exactamente por terem “nascido” nos Conventos. Os Conventos ou Mosteiros, a maior parte deles fundados por reis e príncipes (para além dos instituídos por autoridades clericais), eram por eles dotados de foros , mercês e padroados que lhes garantiam subsistência abastada e farta, até 1834, data da extinção das ordens Religiosas em Portugal.

Os conventos acolhiam nas suas Regras as filhas da nobreza e das famílias mais ricas que, além dos seus dotes de importantes rendas, traziam consigo hábitos de alimentação e receitas familiares que deram a origem a requintadas preparações gastronómicas e a doçaria rica e por vezes complicada.

Guardados ciosamente os segredos das composições e dos métodos de preparação, as receitas eram propriedade do convento que as freiras se comprometiam a ocultar toda a vida.

É claro que sempre aconteciam algumas “fugas de informação”, especialmente das preparações mais fáceis e muito provavelmente as menos dispendiosas. Assim foram entrando nas tradições portuguesas os clássicos da doçaria sazonal: o arroz-doce, o pão-de-ló, a aletria doce e tantos outros.

Ganhou renome na Europa a doçaria portuguesa, farta de açúcar e ovos. Os requintes da doçaria rica seriam seleccionados para as grandes personalidades e ocasiões de pomba; e, para os indivíduos de menor estrutura social, estariam indicados os bolinhos e biscoitos que as congregações classificavam de doçaria pobre. Todas estas guloseimas sedutoras para quem a elas não estava acostumado, eram verdadeiras maravilhas que saíam das mãos prendadas das freiras.

Durante cerca de setecentos anos, este saber foi-se acumulando e evoluindo com novos ingredientes, mil-e-uma experiências e a longa prática das monjas que lhes dedicavam intermináveis horas de trabalho, paciência e devoção, desafiando invejas e mascarando o seu inevitável amor-próprio pela obra bem conseguida. Confrontadas com a necessidade imperiosa de ganharem o seu pão de todos os dias, algumas freiras começaram a tirar partido das suas “prendas” manuais (costuras, bordados e rendas) mas, muito em especial, das receitas da requintada doçaria pelas quais os seus conventos se tinham tornado tão famosos.

E assim, e graças à investigação de muitos estudiosos que “traduziram” as notas manuscritas de muitos arquivos dos mosteiros, vieram saindo a público e ao domínio de muitas mãos leigas as maravilhas dos doces conventuais.

Pastéis de Belém


Ingredientes:

Massa:
  • 300 gr de farinha
  • 250 gr margarina para folhados
  • Sal e água
Recheio:
  • 1/2 L de leite
  • 9 Gemas
  • 10 Colheres (sopa) de açúcar amarelo
  • 1 Saqueta de leite-creme instantâneo
  • 1 Colher de chá de farinha
  • 1 Colher de chá de farinha Maizena
  • 1 Pau de canela
  • 1 Casca de limão
  • 2 Colheres de chá de essência de baunilha em pó
  • Canela e/ou açúcar em pó a gosto


Preparação:

Misture a farinha, o sal e a água; trabalhe a massa até ligar. Divida a margarina em 3 porções. Estenda a massa, espalhe sobre ela 1/3 da margarina e enrole como um tapete. Repita esta operação mais duas vezes, até acabar a margarina. No final deixe descansar 20 minutos. Em seguida corte a massa em quadrados de 2cm de espessura, e coloque cada quadrado sobre uma forma lisa indicada para este tipo de pastéis. Dissolva a saqueta de leite-creme no leite, não muito quente. Leve ao lume em banho-maria as gemas batidas com o açúcar amarelo, o leite-creme dissolvido no leite, o pau de canela, a casca de limão, a farinha, a farinha Maizena e a essência de baunilha até o preparado engrossar. Deixe aquecer levemente e coloque uma porção do preparado dentro de cada forma, que a encha, mas não demasiado. Leve ao forno, até ficarem cozidos e tostados. Podem ser comidos mornos ou frios. Polvilhe-os, se quiser com canela e/ou açúcar em pó a seu gosto.

HISTÓRIA:

No inicio do Século XIX, em Belém, próximo do Mosteiro dos Jerónimos, funcionava uma refinação de cana-de-açúcar associada a um pequeno local de comércio variado. Com a Revolução Liberal de 1820, foram encerrados os 1834 conventos de Portugal, expulsando o clero e os seus trabalhadores. Para sobreviver, alguém do Mosteiro começou a vender nessa loja uns pastéis doces, que se tornaram conhecidos por “Pastéis de Belém”. Nesta altura, a zona de Belém ficava longe da cidade de Lisboa e o percurso era assegurado por barcos a vapor. Mas a Em 1837, iniciou-se o fabrico dos “Pastéis de Belém”, em instalações próximas da refinação, segundo a antiga “receita secreta”, trazida do Esta receita mantém-se igual até hoje e é, exclusivamente, conhecida pelos mestres pasteleiros que os fabricam artesanalmente na “Oficina do Segredo”.

Trouxas da Malveira


Ingredientes:
  • 500 gr claras batidas em castelo
  • 250 gr gemas
  • 600 gr farinha
  • 900 gr açúcar
Juntar tudo e bater. Vai ao forno a cozer.
Recheio:
  • 300 gr amêndoa torrada e moída
  • 350 gr açúcar
  • 2,5l leite
  • 400 gr baunilha
Vai ao lume até engrossar. Depois das Trouxas cozidas coloca-se o creme e polvilha-se com açúcar.



HISTÓRIA:

Inspirada nas antigas lavadeiras saloias, que traziam, à cabeça, as trouxas de roupa que “a freguesa deu ao rol”, Maria Emília Esteves lança em 1952, com um êxito quase imediato, as famosas Trouxas da Malveira, deliciosas tortinhas de pão-de-ló com saboroso creme de baunilha e frutos secos moídos.
A história das trouxas começa nos “segredos” do convento de Odivelas, onde trabalhou durante muitos anos a madrinha de Maria Emília. A simpática senhora, apesar do seu convívio diário com as freiras e respectivas tradições, não trouxe consigo para a Malveira nenhum dos tais “segredos” que se suponha conhecer, tendo aberto “apenas” uma requintada leitaria. Depressa D. Emília apercebeu-se do “erro” e decide lança-se num novo negócio, desta vez num pequeno espaço junto à passagem de nível a que deu o nome de Tentadora. Aí a história foi outra e D. Emília não tinha mãos a medir para tantos pedidos. Então, para a ajudar no negócio, D. Emília, chamou sua a afilhada e uma velha amiga com ela trabalhara no convento de Odivelas, D Teresa e com ela começaram a ser fabricados alguns dos segredos do convento.
D. Teresa começou a fazer as trouxas, um doce muito leve e requintado que confeccionava em pequenas quantidades e destinado a uma clientela mais fina. Com a morte D. Teresa morre, o segredo das trouxas fica na família de D. Emília. E a afilhada D. Maia, decide pega na receita e continua a sua comercialização. Desde então as Trouxas da Malveira ganharam muitos apreciadores.


Queijadas de Sintra




Ingredientes:

Massa
  • 350 gr de farinha
  • 1 pitada de sal fino
  • 75 gr de manteiga
  • 1 ovo
  • 1,2 dl de água
Recheio
  • 4 queijinhos frescos
  • 1,5 colheres (sopa) de farinha
  • 160 g de açúcar
  • 1 pitada de sal fino
  • raspa de 1/2 limão
  • 1 colher (café) de canela em pó
  • 8 gemas
  • 80 gr de manteiga derretida


Preparação:

Pré-aquecer o forno a 190ºC. Preparar a massa : misturar a farinha farinha com o sal e a manteiga cortada em pedacinhos. Amassar, esfregando com a ponta dos dedos. Juntar o ovo e a água. Voltar a amassar. Estender a massa com o auxílio de um rolo na bancada ligeiramente polvilhada com farinha. Recortar 12 círculos na massa. Forrar pequenas formas salpicadas com água com os círculos de massa. Reservar. Passar os queijinhos por um passador de rede fina, pressionando com os dedos. Transferir para uma tigela funda e incorporar o açúcar, o sal, a raspa de limão e a canela. Juntar as gemas e a manteiga derretida. Misturar muito bem até os ingredientes ficarem ligados. Distribuir o creme pelas pequenas formas. Levar a cozer no forno – a 190ºC – por 25-30 minutos. Deixar amornar e desenformar. Servir as queijadas levemente mornas ou frias.

Pastelaria fina

Bolos de Arroz


Ingredientes para 18 unidades:
  • 2,5 dl de leite
  • 2,5 dl de óleo
  • 250 gr de açúcar
  • 3 ovos
  • 200 gr de farinha de trigo
  • 200 gr de farinha de arroz
  • 20 gr de fermento em pó
  • Casca ralada de um limão


Misturar o leite e o óleo com a casca ralado do limão. Pôr ao lume até levantar fervura. Misturar os ovos com o açúcar e juntar ao preparado anterior.
Misturar as duas farinhas com o fermento e juntar aos outros ingredientes. Deixar descansar um pouco. Forrar com papel os aros próprios sem fundo, tanto no fundo como nas paredes.
Encher com o preparado. Polvilhar com açúcar.
Levar ao forno pré-aquecido a 175 graus durante 15 ou 20 minutos.


Pasteis de Feijão


Para a massa:
  • 250 grs de farinha
  • 2 colheres (sopa) de manteiga
  • 1,5 dl de água
  • sal
Para o recheio:
  • 500 grs de açúcar
  • 100 grs de feijão branco cozido
  • 25 grs de amêndoas
  • 6 ovos
  • 6 gemas
  • farinha
  • açúcar em pó
Confecção:
Deite a farinha numa tigela e junte a manteiga derretida, uma pitada de sal e a água. Trabalhe muito bem até formar uma bola. Tape a massa com um pano seco e, sobre este, coloque um outro molhado, mas bem espremido, deixando a massa repousar.
Entretanto, pele e rale as amêndoas e passe o feijão. Junte as amêndoas ao puré de feijão e adicione os ovos inteiros e as gemas, passados por um passador de rede.
Leve o açúcar ao lume com um pouco de água e deixe ferver até atingir ponto assoprado (assoprando através dos furos da escumadeira, formam-se pequeninas bolas idênticas às bolas de sabão). Adicione o xarope ao preparado anterior, misturando tudo muito bem.
Enquanto o recheio arrefece, forre formas de queques com uma camada fina da massa anteriormente preparada. Encha as formas com o recheio, polvilhe com um pouco de farinha e, por último, com açúcar em pó. Leve a cozer em forno quente (225º C) durante cerca de 25 minutos.

Tortas de Azeitão


Ingredientes
  • 10 claras de ovo
  • 10 gemas de ovo
  • 200 gr de açúcar
  • 35 gr farinha
Confecção
Bater as gemas com o açúcar até obter um creme espesso. Juntar a farinha e bater só o tempo necessário para a envolver. Juntar as claras batidas em castelo, manualmente.
Colocar em tabuleiro untado ou, em couvetes individuais metálicas esperar +- 10 minutos e cozer à temperatura de 220º (forno médio quente).
Retirar as tortas ainda mornas, barrar com doce de ovos e enrolar.
(Estas tortas são individuais por conseguinte faça-as com um diâmetro de +- 5 cm e um comprimento de +- 8 cm. Há outra coisa. Estas tortas devem ficar com o aspecto de meias cruas, amarelinhas na totalidade).

Quindins


Ingredientes
(para cerca de 12 quindins)
3 ovos inteiros
3 gemas
200gr de açúcar
100gr de coco ralado
6 cerejas em calda (ou cristalizadas demolhadas)
Preparação:
Põe-se numa tigela o coco esfarelado. Junta-se o açúcar, os ovos inteiros e as gemas e bate-se até tudo ficar misturado.
Untam-se forminhas ou um tabuleiro de “muffins” e divide-se a massa pelas forminhas. Colocam-se as formas ou o tabuleiro de “muffins” dentro de outro tabuleiro que deve conter água fervente e levam-se a assar em forno moderado 180ºC.
Logo que os quindisn começem a levantar da forma estão prontos, o que deve demorar cerca de 15 a 20 minutos.
Desenformam-se os quindins e decoram-se com 1/2 cereja em calda e colocam-se em caixinhas de papel frisado.

Ingredientes
(para cerca de 12 quindins)

  • 3 ovos inteiros
  • 3 gemas
  • 200gr de açúcar
  • 100gr de coco ralado
  • 6 cerejas em calda (ou cristalizadas demolhadas)

Quindins

Preparação:

Põe-se numa tigela o coco esfarelado. Junta-se o açúcar, os ovos inteiros e as gemas e bate-se até tudo ficar misturado.
Untam-se forminhas ou um tabuleiro de “muffins” e divide-se a massa pelas forminhas. Colocam-se as formas ou o tabuleiro de “muffins” dentro de outro tabuleiro que deve conter água fervente e levam-se a assar em forno moderado 180ºC.
Logo que os quindisn começem a levantar da forma estão prontos, o que deve demorar cerca de 15 a 20 minutos.
Desenformam-se os quindins e decoram-se com 1/2 cereja em calda e colocam-se em caixinhas de papel frisado.

Pastéis de Nata

Ingredientes
(para +/- 15-20 unidades)
400 g de massa folhada
300 g de açúcar
6 gemas + 2 ovos
5 dl de leite
2 colheres (sopa) de farinha
1 dl de água
farinha para polvilhar
manteiga para untar
Preparação
Pré-aquecer o forno na temperatura máxima (250ºC, no meu caso). Untar forminhas de alumínio com manteiga. Reservar.
Estender a massa folhada na bancada polvilhada de farinha com o auxílio de um rolo até ficar fina. Sacudir a farinha e pincelar um dos lados da massa com água. Recortar rodelas de massa de tamanho adaptado ao das formas. Forrar as forminhas com as rodelas de massa, com o lado molhado para fora, pressionando bem com a ponta dos dedos.
Colocar a água e o açúcar num tachinho. Levar ao lume, mexendo, até obter o ponto de fio*. Reservar.
Numa tigela, bater as gemas com os ovos. Juntar a farinha previamente dissolvida num pouco de leite, o leite restante e mexer muito bem. Adicionar a calda de açúcar em fio, mexendo sempre.
Levar o preparado ao lume, em banho-maria, mexendo sem parar por 10 minutos. Retirar o creme do lume e dividí-lo pelas formas.
Colocar as formas no tabuleiro do forno e levar a dourar a 250ºC por aproximadamente 25 minutos, ou até os pastéis ficarem bem douradinhos.
Retirar os pastéis do forno e deixar arrefecer. Desenformar e servir, acompanhando com açúcar e canela em pó à parte.
* Ponto de fio : consegue-se atingir o ponto de fio quando, ao retirar um pouco de calda com uma colher ou um garfo, se forma um fio fino que acompanha o movimento.
(para +/- 15-20 unidades)

  • 400 g de massa folhada
  • 300 g de açúcar
  • 6 gemas + 2 ovos
  • 5 dl de leite
  • 2 colheres (sopa) de farinha
  • 1 dl de água
  • farinha para polvilhar
  • manteiga para untar

Pastéis de Nata


Pré-aquecer o forno na temperatura máxima (250ºC, no meu caso). Untar forminhas de alumínio com manteiga. Reservar.

Estender a massa folhada na bancada polvilhada de farinha com o auxílio de um rolo até ficar fina. Sacudir a farinha e pincelar um dos lados da massa com água. Recortar rodelas de massa de tamanho adaptado ao das formas. Forrar as forminhas com as rodelas de massa, com o lado molhado para fora, pressionando bem com a ponta dos dedos.

Colocar a água e o açúcar num tachinho. Levar ao lume, mexendo, até obter o ponto de fio*. Reservar.

Numa tigela, bater as gemas com os ovos. Juntar a farinha previamente dissolvida num pouco de leite, o leite restante e mexer muito bem. Adicionar a calda de açúcar em fio, mexendo sempre.

Levar o preparado ao lume, em banho-maria, mexendo sem parar por 10 minutos. Retirar o creme do lume e dividí-lo pelas formas.

Colocar as formas no tabuleiro do forno e levar a dourar a 250ºC por aproximadamente 25 minutos, ou até os pastéis ficarem bem douradinhos.

Retirar os pastéis do forno e deixar arrefecer. Desenformar e servir, acompanhando com açúcar e canela em pó à parte.


* Ponto de fio : consegue-se atingir o ponto de fio quando, ao retirar um pouco de calda com uma colher ou um garfo, se forma um fio fino que acompanha o movimento.


Babás


250 g de farinha de trigo
25 g de fermento de padeiro
1 dl de leite morno
25 g de açúcar
125 g de margarina
2 ovos
margarina para untar as formas
farinha para polvilhar
Para a calda:
500 g de açúcar
3,5 dl de água
1 casquinha de limão
1 cálice de rum ou de brandy
Para rechear:
250 g de natas e 50 g de açúcar, batidos em chantilly
Deite a farinha de trigo numa tigela grande, abra-lhe uma cavidade ao meio, deite aí o fermento padeiro, esfarele-o bem com os dedos e depois junte-lhe o decilitro de leite morno e amasse-o com a farinha que for necessária para obter massa mole mas capaz de formar uma bola; dê-lhe então um golpe em cruz e deixe-o crescer cerca de 10m. Raspe bem os dedos com raspador para aproveitar bem o fermento. Enquanto este cresce derreta a margarina (125 g).
Quando o fermento tiver crescido, junte-lhe o açúcar e os ovos e amasse-os muito bem com a farinha; bem batidos e amassados para não ficarem grumos na massa.
Por último, junte a margarina derretida, mas não quente, e volte a bater e amassar bem, quer à mão quer com colher de pau, deve ficar massa mole mas elástica.
Depois de bem amassada, tape com um pano e deixe crescer em ambiente aquecido, leva 45 a 60 m. para crescer para o dobro.
Entretanto, unte abundantemente as forminhas com margarina e polvilhe-as com farinha.
Depois de ter crescido, deite em cada forminha 1 colher (sopa) de massa.
Deixe crescer de novo a massa, normalmente, leva agora pouco mais de meia hora.
Coloque com cuidado as forminhas num tabuleiro e leve a cozer em forno muito quente uns 20-25 m., ou pouco mais.
Não convém abrir a porta do forno nos primeiros 10m.
Depois, verifique se estão cozidos, retire e desenforme-os.
Misture 0,5 kg de açúcar com 3,5 dl de água e a casquinha de limão e leve ao lume para ferver 2 minutos exactos.
Junte então o rum ou brandy.
Meta os babás na calda, dois ou três de cada vez para que fiquem completamente enxaropados mas, agora, com a calda a ferver o mínimo possível, conservando-a só «quente a ferver» com o mínimo de lume.
Com uma escumadeira, vá-os calcando ao de leve para que tomem bem o xarope, retire-os bem escorridos e deixe-os arrefecer um pouco.
Se, entretanto, o xarope ganhar ponto, junte-lhe umas pinguinhas de água quente.
Com uma faquinha ou com um corta-bolachas, dê-lhes um golpe circular na parte superior, formando uma rodela com a profundidade de cerca de 1,5 cm.
Com a ponta de uma faquinha retire-lhe a «tampinha».
Recheie as cavidades com chantilly de modo que o montinho de chantilly fique saliente; convém fazer este trabalho com um saco de pasteleiro com boquilha ou com uma seringa.
Depois pode optar: ou cobrir o chantilly com a própria tampinha, ou com a tampinha e fios de ovos, ou só com fios de ovos, ou com uma cerejinha.

  • 250 g de farinha de trigo
  • 25 g de fermento de padeiro
  • 1 dl de leite morno
  • 25 g de açúcar
  • 125 g de margarina
  • 2 ovos
  • margarina para untar as formas
  • farinha para polvilhar


Para a calda:

  • 500 g de açúcar
  • 3,5 dl de água
  • 1 casquinha de limão
  • 1 cálice de rum ou de brandy


Para rechear:

  • 250 g de natas e 50 g de açúcar, batidos em chantilly

Babás


Deite a farinha de trigo numa tigela grande, abra-lhe uma cavidade ao meio, deite aí o fermento padeiro, esfarele-o bem com os dedos e depois junte-lhe o decilitro de leite morno e amasse-o com a farinha que for necessária para obter massa mole mas capaz de formar uma bola; dê-lhe então um golpe em cruz e deixe-o crescer cerca de 10m. Raspe bem os dedos com raspador para aproveitar bem o fermento. Enquanto este cresce derreta a margarina (125 g).
Quando o fermento tiver crescido, junte-lhe o açúcar e os ovos e amasse-os muito bem com a farinha; bem batidos e amassados para não ficarem grumos na massa.

Por último, junte a margarina derretida, mas não quente, e volte a bater e amassar bem, quer à mão quer com colher de pau, deve ficar massa mole mas elástica.

Depois de bem amassada, tape com um pano e deixe crescer em ambiente aquecido, leva 45 a 60 m. para crescer para o dobro.

Entretanto, unte abundantemente as forminhas com margarina e polvilhe-as com farinha.

Depois de ter crescido, deite em cada forminha 1 colher (sopa) de massa.

Deixe crescer de novo a massa, normalmente, leva agora pouco mais de meia hora.

Coloque com cuidado as forminhas num tabuleiro e leve a cozer em forno muito quente uns 20-25 m., ou pouco mais.

Não convém abrir a porta do forno nos primeiros 10m.

Depois, verifique se estão cozidos, retire e desenforme-os.

Misture 0,5 kg de açúcar com 3,5 dl de água e a casquinha de limão e leve ao lume para ferver 2 minutos exactos.

Junte então o rum ou brandy.

Meta os babás na calda, dois ou três de cada vez para que fiquem completamente enxaropados mas, agora, com a calda a ferver o mínimo possível, conservando-a só «quente a ferver» com o mínimo de lume.

Com uma escumadeira, vá-os calcando ao de leve para que tomem bem o xarope, retire-os bem escorridos e deixe-os arrefecer um pouco.

Se, entretanto, o xarope ganhar ponto, junte-lhe umas pinguinhas de água quente.

Com uma faquinha ou com um corta-bolachas, dê-lhes um golpe circular na parte superior, formando uma rodela com a profundidade de cerca de 1,5 cm.

Com a ponta de uma faquinha retire-lhe a «tampinha».

Recheie as cavidades com chantilly de modo que o montinho de chantilly fique saliente; convém fazer este trabalho com um saco de pasteleiro com boquilha ou com uma seringa.

Depois pode optar: ou cobrir o chantilly com a própria tampinha, ou com a tampinha e fios de ovos, ou só com fios de ovos, ou com uma cerejinha.

Babás (2)


Babás


- 250 g de farinha
- 120 g de margarina
- 50 g de açúcar
- 4 dl de natas
- 1,2 dl de leite
- 1 ovo
- 30 g de fermento de padeiro
- Margarina para untar
- Farinha para polvilhar

PARA A CALDA
- 500 g de açúcar
- 1 dl de rum
- 1 casca de limão
- 2,5 dl de água
Peneire a farinha para uma tigela. Amorne o leite, junte-lhe o fermento, mexa até dissolver, junte-o aos poucos à farinha e amasse bem até formar uma bola. Faça um corte em cruz na massa e deixe repousar durante 10 minutos.
Decorrido esse tempo, junte o açúcar e o ovo e amasse bem. Acrescente por último a margarina previamente derretida, amasse muito bem e deixe levedar durante 1 hora ou até ficar com o dobro do tamanho.
Unte 10 formas de empadas com margarina e depois polvilhe-as com farinha. Divida o preparado pelas formas e deixe levedar mais 15 minutos. Depois leve ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 25 minutos, espete um palito para verificar se estão totalmente cozidos e retire do forno.

Faça a calda: Junte o açúcar, a água, a casca de limão e o rum num tachinho, leve ao lume e deixe ferver até ficar em ponto de xarope.
Desenforme os babás, passe-os pela calda até que fiquem completamente ensopados e abra-lhes depois uma cavidade pequena no meio como vê na foto. Bata as natas em chantilly bem firme e, com um saco de pasteleiro com boquilha frisada, recheie os babás. Sirva-os decorados com a tampa ou com cerejas em calda.


Fofos de Chocolate com Vinho do Porto


PARA 16 UNIDADES:
- 250 g de farinha
- 200 g de açúcar
- 80 g de margarina
- 150 g de chocolate em barra
- 1 dl de Vinho do Porto
- 6 ovos
- 1 colher (chá) bem cheia de fermento
- Açúcar em pó para polvilhar
Ligue o forno a 180 graus. Unte as 16 formas com margarina e polvilhe com farinha.
Numa tigela, junte a margarina e o chocolate e leve-os a derreter em banho-maria. Adicione o açúcar e comece a bater. Junte as gemas, uma a uma, e adicione depois o Vinho do Porto batendo sempre. Depois junte a farinha e o fermento, peneirados aos poucos, batendo continuamente e – por fim – bata as claras em castelo e envolva-as cuidadosamente no preparado.
Encha as formas em 2/3, coloque-as em tabuleiros e leve ao forno durante 30 minutos. Espete um palito para verificar a cozedura, retire do forno, desenforme e deixe arrefecer. Na hora de servir, polvilhe com açúcar em pó.

PARA 16 UNIDADES:
  • 250 g de farinha
  • 200 g de açúcar
  • 80 g de margarina
  • 50 g de chocolate em barra
  • 1 dl de Vinho do Porto
  • 6 ovos
  • 1 colher (chá) bem cheia de fermento
  • Açúcar em pó para polvilhar

Fofos de Chocolate com Vinho do Porto

Ligue o forno a 180 graus. Unte as 16 formas com margarina e polvilhe com farinha.
Numa tigela, junte a margarina e o chocolate e leve-os a derreter em banho-maria. Adicione o açúcar e comece a bater. Junte as gemas, uma a uma, e adicione depois o Vinho do Porto batendo sempre. Depois junte a farinha e o fermento, peneirados aos poucos, batendo continuamente e – por fim – bata as claras em castelo e envolva-as cuidadosamente no preparado.
Encha as formas em 2/3, coloque-as em tabuleiros e leve ao forno durante 30 minutos. Espete um palito para verificar a cozedura, retire do forno, desenforme e deixe arrefecer. Na hora de servir, polvilhe com açúcar em pó.

Bolas de Berlim


(para 12-15 unidades)
  • 0,5 kg de farinha
  • 1,3 dl de leite
  • 60 g de açúcar
  • 50 g de fermento de padeiro
  • 1 limão
  • 1 gema
  • 1 pitada de sal
  • cerca de 200 g de doce
  • óleo ou azeite para fritar
  • açúcar para polvilhar ou glace para cobrir


Ponha a farinha numa tigela e faça uma cova no meio. Amorne 2 colheres de sopa de leite e dissolva nele primeiro o açúcar e depois o fermento esfarelado. Deite na cova. Polvilhe com alguma farinha e deixe levedar até aparecerem fendas na farinha.
Lave o limão, seque em papel de cozinha e rale a casca de metade. Junte o resto do leite, a gema, o sal e a raspa da casca de limão à massa que esteve a levedar. Em seguida, mexa e amasse tudo até obter uma massa homogénea. Cubra e deixe levedar durante cerca de 30 minutos. Molde bolas, pondo 1 colher de chá de doce no meio de cada uma. Volte a deixar levedar tapadas.
Numa fritadeira funda, aqueça bastante óleo até se formarem bolhinhas numa colher de pau. Frite aí as bolas, virando-as uma vez, até alourarem. Deixe escorrer e passe, ainda quentes, por açúcar ou cubra com glace.

Bolas de Berlim (2)


  • 0,5 kg de farinha e mais alguma para polvilhar
  • 30 g de fermento de padeiro
  • sal q.b.
  • 125 g de margarina
  • 150 g de açúcar
  • raspa do vidrado de limão ou laranja
  • 3 ovos
  • 1/2 dl de leite levemente aquecido
  • óleo q.b. para fritar as bolas
  • canela e açúcar misturados, na proporção de 5 colheres (sopa) de açúcar para 1 de canela moida
CREME PASTELEIRO
  • 75 g de açúcar
  • 30 g de farinha de trigo (1 colher bem cheia)
  • 1 ovo inteiro e 1 gema
  • 2,5 dl de leite
  • 1 casquinha de limão
  • 1 pauzinho de canela


O processo de amassar é idêntico ao do bolo-rei e do folar: deite a farinha sobre a mesa, abra-lhe uma cavidade ao centro, deite aí o fermento de padeiro e o leite e amasse-os com um pouco de farinha que os rodeia; faça uma bolinha, dê-lhe dois golpes superficiais em cruz e deixe crescer.
Depois de o fermento ter crescido, retire do meio da farinha e amasse aí o açúcar com a margarina e a raspa do limão ou laranja, muito bem amassados; junte-lhe depois o fermento, o sal e os ovos, um a um, e continue a amassar e a bater a massa até que, polvilhando com a ajuda de mais um pouco de farinha, ela se descole da mesa.
Forme uma bola e deixe levedar até crescer praticamente para o dobro. Corte pequenas porções com o peso de 50 g cada e coloque-as, intervaladas, num tabuleiro ou sobre a mesa polvilhada com farinha. Deixe levedar bem e crescer novamente.
Depois de terem crescido bastante, frite-as em óleo pouco quente, lentamente, virando-as de vez em quando para fritarem por igual; trate a massa com muito cuidado para não a deformar.
Depois de fritas, retire-as, escorra-as e polvilhe-as muito bem com a mistura de açúcar e canela.
Depois de polvilhadas, com uma tesoura limpa, faça-lhes uma abertura, na qual, com a ajuda de uma colher, introduz porções de creme pasteleiro frio.

Creme
Ferva o leite com a casca do limão e o pauzinho de canela; misture muito bem o açúcar com a farinha, junte os ovos, mexa bem e adicione depois o leite fervido, passado pelo passador, devagarinho e mexendo sempre.
Leve ao lume e mexa bem com a colher de pau, sem parar, até ferver, raspando bem no fundo para não pegar.
Logo que ferva retire do lume e despeje num recipiente.


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